Diário estou que não me aguento de tanta alegria!, Como já disse estou trabalhando como secretária em uma empresa multinacional (eu realmente disse isso?, bom se não disse, eu estou sim estagiando em uma multinacional). É um estágio pequeno, porém, tenho a chance de trabalhar meio período.
Diário, este ano,como já disse é minha formatura. já é ano de prestar o Enem, e ainda tenho certa dúvida.
Vou me formar no fim do ano! Aii, nem acredito nisso...
Agora, se tenho uma coisa para ficar feliz, é que irei prestar para administração. Eu decidi!!!
Eu consegui passar por esta fase tão complicada...
No fim do ano mesmo, irei tentar uma escola pública, agora, se não conseguir vou em uma particular mesmo.
Meu pai me garantiu que me pagava cursinho enquanto eu nao entrasse em uma faculdade.
Mas eu não quero!, Eu quero é me formar logo para poder cursar outra faculdade, e assim até o quanto eu conseguir!
Mês, que vem eu faço 16. Olha que maravilha! 16 na faculdade. Eu nunca vi alguem que tivesse 16 na faculdade, e isso me deixa muito contente!
Sinto cheiro de Boa notícia, diário.
Um Beijo. Carolyne Martini
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
sábado, 8 de outubro de 2011
Não sou a única...
Diário, havia definitivamnte decidido pesar nos pequenos momentos da vida, e depois de lgum tempo, descobri qu nã era a única.
Anexei abaixo um poema da Cecília Mireles, que exatamente me explica:
Lindo não, diário? Pois é, sinto que vem noticia boa pela frente. Com um poema maravilhoso desta maravilhosa escritora eu saio.
Beijos Diario
carolyne martini
Anexei abaixo um poema da Cecília Mireles, que exatamente me explica:
A arte de ser feliz
Houve um tempo em que minha janela se abria
sobre uma cidade que parecia ser feita de giz.
Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco.
Era uma época de estiagem, de terra esfarelada,
e o jardim parecia morto.
Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde,
e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas.
Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse.
E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.
Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor.
Outras vezes encontro nuvens espessas.
Avisto crianças que vão para a escola.
Pardais que pulam pelo muro.
Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais.
Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar.
Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega.
Ás vezes, um galo canta.
Às vezes, um avião passa.
Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino.
E eu me sinto completamente feliz.
Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas,
que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem,
outros que só existem diante das minhas janelas, e outros,
finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.
Cecília MeirelesHouve um tempo em que minha janela se abria
sobre uma cidade que parecia ser feita de giz.
Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco.
Era uma época de estiagem, de terra esfarelada,
e o jardim parecia morto.
Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde,
e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas.
Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse.
E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.
Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor.
Outras vezes encontro nuvens espessas.
Avisto crianças que vão para a escola.
Pardais que pulam pelo muro.
Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais.
Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar.
Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega.
Ás vezes, um galo canta.
Às vezes, um avião passa.
Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino.
E eu me sinto completamente feliz.
Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas,
que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem,
outros que só existem diante das minhas janelas, e outros,
finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.
Lindo não, diário? Pois é, sinto que vem noticia boa pela frente. Com um poema maravilhoso desta maravilhosa escritora eu saio.
Beijos Diario
carolyne martini
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